As eras abrigaram grandes nomes
Que das experiências absorveram
Que do conhecimento se serviram
Formando o “caldo” onde outros nasceram.
Limitados estiveram os sentidos,
Cercados vários por seus preconceitos.
Outros alienados no ostracismo,
Deixaram o “caldo” ralo, sem tempero.
Aos poucos, um, num século, um, no outro,
Espíritos mergulham-se na carne.
As línguas de fogo estão sobre as cabeças,
No caldeirão da Terra o “caldo” arde...
*
Outros aspectos da Vida aparecem...
Agitam-se, redesenham-se horizontes
Algumas mentes tombam perturbadas,
O “caldo” já não tem gosto de ontem.
Mensagens, palavras, mil contatos...
Surgem tão preciosos como ervas finas,
Certezas vão penetrando o abstrato,
O “caldo” vai engrossando na cozinha.
As mesas dançam, quebram-se os pratos,
Livros são devorados com vontade,
Na “cidade-luz” tudo é mais claro...
A luz que agora brilha é da Verdade...
O caldo cultural está espesso
Como nunca esteve desde o começo...
A cultura rasteira vai aos cimos
O “caldo” se enriquece com o Espírito.
- De que te alimentas, nobre amigo?
Qual a dieta que de pé te sustenta...?
A carne nutre a carne, estás certíssimo,
Mas o que nutre as almas tão sedentas?
Não permitas que um dia em vão passe,
Sem que penses nos clarões que elevam a Arte,
São os mesmos clarões que seguirão contigo,
Os faróis que te mostram: TU ÉS ESPÍRITO !!!!
Jaime Togores
Santos - SP
CE Seara do Amor

Nenhum comentário:
Postar um comentário